| Como o Amor Lida com o Ódio |
Raiva e ódio só produzem brigas e confusão; mas o amor esquece e perdoa todas as ofensas. Prov. 10:12 (A Bíblia Viva).Aaron Burr, soldado americano e líder político, era talentoso, capaz e bem-apessoado, mas junto com essas admiráveis qualidades tinha um aspecto odioso de caráter, que acabou causando a sua queda.Por ocasião da eleição nacional de 1800, Thomas Jefferson concorreu para a presidência dos Estados Unidos como líder do Partido Democrático, tendo a Burr como o seu candidato para a vice-presidência. Devido a um erro crasso no processo eleitoral, Burr recebeu o mesmo número de votos de Jefferson. Como resultado, a eleição teve de ser decidida no Congresso. Lá, Burr passou a incentivar os congressistas para que o elegessem presidente, em lugar de Jefferson. Este, por sua vez, foi suficientemente sábio para manter-se calado. Mas Alexander Hamilton, um oponente federalista que odiava Burr e, aparentemente, percebia mais do que Jefferson os defeitos de caráter de Burr, persuadiu o Congresso a eleger Jefferson, e não Burr. Este jamais perdoou a Hamilton. Em 1804, quando Burr concorreu para o governo de Nova Iorque, Hamilton mais uma vez jogou sua influência contra ele, e Burr perdeu de novo. O ressentimento reprimido agora flamejou como ódio ostensivo. Burr desafiou Hamilton para um duelo. Hamilton aceitou. Os dois homens se encontraram em uma área isolada perto de Weehawken, Estado de Nova Jersey. O tiro da pistola de Burr matou Hamilton. A vingança pode ter tido um gostinho doce, mas acabou com a carreira política de Burr. Muito tempo depois, ele admitiu que teria sido mais sábio enterrar o ódio. Caso o tivesse feito, poderia ter conseguido finalmente tornar-se presidente dos Estados Unidos. Em vez disso, perdeu tudo o que esperava conquistar e morreu como um velho e amargo homem. O ódio, no fim das contas, é autodestrutivo. |
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Como o Amor Lida com o Ódio
Deus Deseja Pronta Obediencia
Deus Deseja Pronta Obediencia
Os estrangeiros se Me sujeitaram; ouvindo a Minha voz, Me obedeceram. II Sam. 22:45.
Jenny, uma jovem norueguesa na faixa dos 20 anos de idade, trabalhava como cabeleireira na cidade de Nova Iorque na metade da década de 70. Vivia com um homem casado com outra mulher, num apartamento próximo ao salão de beleza onde trabalhava. No mesmo prédio de apartamentos morava uma moça brasileira, cristã, de nome Maria do Carmo. Maria do Carmo fez amizade com Jenny e começou a partilhar sua fé com ela. Não demorou muito para que Jenny aceitasse a Jesus como Salvador.Certo dia, Maria do Carmo disse a Jenny que não era correto viver com um homem casado. Até àquele momento, Jenny nunca havia pensado na possibilidade de estar fazendo algo errado, mas quando o Espírito Santo a convenceu de que o que ela estava fazendo era pecaminoso, acabou com o relacionamento imediatamente. A separação foi dolorosa, mas ela estava decidida a servir a Deus de todo o coração, custasse o que custasse.
Não muito tempo depois que ela terminou o seu romance ilícito, conheci Jenny em um retiro de fim-de-semana, para o qual eu havia sido convidado como um dos pregadores. Durante minhas horas de folga, estudei a Bíblia com ela e respondi às suas perguntas. Poucas vezes encontrei uma pessoa tão decidida a abandonar o pecado de imediato como Jenny. Mais tarde, fiquei sabendo que ela retornara para a Noruega e, apesar da oposição dos familiares, se havia tornado obreira bíblica.
Vi Jenny pela última vez na Inglaterra, em 1982. Ela me contou, durante a breve conversa que tivemos, que ela estava com câncer terminal e tinha apenas pouco tempo de vida. Não muito tempo depois disso, fiquei sabendo que ela falecera, fiel ao seu Senhor até o fim.
O Espírito Santo convence do pecado (ver S. João 16:8). Mas poucos agem tão rapidamente como Jenny. A convicção leva ao arrependimento, e o arrependimento significa tristeza pelo pecado. Mas significa mais do que entristecer-se por causa do pecado. Quer dizer também abandoná-lo. Embora muitos sintam tristeza pelo pecado (especialmente quando são apanhados em flagrante), quantos se entristecem o suficente para deixá-lo assim que sentem a convicção?
O Senhor "é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça". II S. Ped. 3:9. Graças por isso! Mas Ele não ficaria mais contente ainda se abandonássemos o pecado logo que o Espírito Santo nos convencesse, em vez de ficarmos abusando de Sua misericórdia?
Lições dos Pássaros
Por acaso foi a sua inteligência que ensinou o falcão a voar em direção ao sul? Jó 39:26 (A Bíblia Viva).
A migração das aves é um exemplo das providências de Deus em favor de melhores condições de vida e abastecimento. Calcula-se que uns dez bilhões de pássaros se envolvam em vôos migratórios. Aqui estão alguns exemplos notáveis: o maçarico do Alasca voa milhares de quilômetros sobre o Oceano Pacífico até às ilhas do Havaí. Um papa-figo de Baltimore foi reconhecido como tendo viajado até à América do Sul e retornado para a mesma árvore em Nova Iorque. A tarambola dourada voa 4.000 quilômetros de Newfoundland até a Colômbia, no outono. Uma espécie de picanço cobre os 5.600 quilômetros da Ásia Central até à África Central.
A andorinha-do-mar do Ártico tem um dos mais longos padrões de migração entre as aves. Ela voa do Círculo Ártico até à Antártica no fim do verão, uma distância de uns 17.000 quilômetros. Retoma o vôo da Antártica ao Ártico na primavera seguinte, gastando aproximadamente dois meses em cada viagem.
Os pombos-correios têm a capacidade de orientar-se em relação com o sol e o ninho de origem. Mas em dias nublados, utilizam células especiais em seus olhos, as quais são sensíveis ao campo magnético da terra.
Jeremias fala de vários outros tipos de aves com instintos migratórios. Diz ele: "A cegonha, a rola, a andorinha e o grou sabem exatamente quando devem voar para outras terras por causa do inverno; também sabem a hora de voltar. Mas o Meu povo não respeita as leis do Senhor." Jer. 8:7, A Bíblia Viva.
Os seres humanos têm menos instintos naturais do que as aves. Mas o Criador implantou em nós algo que Ele não concedeu aos pássaros ou a qualquer outro animal: a faculdade moral da escolha. A razão pela qual Ele o fez foi para que nosso amor por Ele brotasse livremente, por apreciarmos o Seu caráter de amor. Somente esse tipo de amor compensa.
Israel cometeu um trágico erro quando se recusou a aceitar a lei de amor de Deus. Você e eu podemos aprender com o erro deles.
O Príncipe da Paz
O Príncipe da Paz
Porque um Menino nos nasceu, um Filho se nos deu; o governo está sobre os Seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isa. 9:6.
Jesus é muitas vezes chamado o Príncipe da Paz, mas incontáveis guerras têm sido paradoxalmente travadas em Seu nome durante os últimos dois mil anos.Havia uma estrela de prata pendurada na Igreja da Natividade, em Belém, sobre o suposto local do nascimento de Jesus. Visitei essa gruta em 1959, quando participei de uma excursão pelas terras bíblicas. Vi uma estrela feita no chão, sob a manjedoura. Mas não pude ver nenhuma estrela de prata pendurada. Mais tarde fiquei sabendo que havia uma estrela, sim, mas que havia sido removida uns cem anos antes.
Em 1853 aquela estrela se havia tornado o foco de uma discussão que causou, em pouco tempo, a Guerra da Criméia. Tudo começou quando um clérigo da Igreja Ortodoxa Oriental decidiu substituir a estrela por uma outra da própria igreja. O clérigo do rito latino discordou. O primeiro era apoiado pela Rússia: o segundo, pela França. Quando a Turquia se colocou ao lado da França, a Rússia foi à guerra contra a Turquia. A França, a Grã-Bretanha e a Sardenha, por sua vez, declararam guerra contra a Rússia. A guerra durou três longos anos e resultou em dezenas de milhares de soldados mortos e feridos. Por fim, os aliados venceram. O lado irônico do fato é que a estrela de prata, o centro da contenda, foi retirada permanentemente dois anos depois da guerra, mas deixou um legado de má vontade que durou muito tempo.
Você já parou para pensar por que Cristo tem sido tão freqüentemente ligado à guerra e ao derramamento de sangue, quando Ele é o Príncipe da Paz? Não é Cristo que causa essas guerras. Elas são causadas por indivíduos que professam ser Seus seguidores (ver S. Tiago 4:1 e 2), mas aparentemente nunca experimentaram, e portanto não revelam por suas ações, a paz da qual Jesus é o príncipe (ver S. João 16:33).
Esta é a época do ano em que os pensamentos de muitos se voltam para o nascimento do Príncipe da Paz. Que seja também o tempo em que os seus e os meus pensamentos se voltem para Ele. Que Jesus nasça outra vez no seu coração e que você experimente sempre a paz que Ele oferece - a paz "que excede todo o entendimento". Filip. 4:7.
Bem-Aventurados os Misericordiosos
Bem-Aventurados os Misericordiosos
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. S. Mat. 5:7.
Tamatoe, rei de Huahiné (uma ilha cerca de 80 milhas náuticas a noroeste do Taiti), tornou-se cristão em 1818, como resultado do trabalho de missionários da Sociedade Missionária de Londres. Alguns dos vizinhos pagãos de Tamatoe, numa ilha próxima, odiavam o cristianismo e decidiram queimar Tamatoe vivo, junto com alguns dos que se haviam tornado cristãos juntamente com ele.A conspiração foi descoberta pelos cristãos e um bando deles escondeu-se perto da praia. Quando os inimigos saltaram das canoas, no escuro, foram desarmados sem sofrer nenhum dano físico. Agora sem armas, os pagãos tinham a certeza de que seriam executados de maneira cruel. Podemos imaginar a surpresa deles quando Tamatoe e seus companheiros cristãos passaram a tratá-los bem, explicando que Jesus ensinara Seus seguidores a serem bondosos com os inimigos.
Mas os cristãos foram além. Prepararam um suntuoso banquete e convidaram seus ex-inimigos a participarem da refeição com eles. Ao final do banquete, um dos chefes pagãos colocou-se em pé e disse que, por causa daquela inesperada bondade, ele havia decidido tornar-se um seguidor de Cristo. Outros fizeram o mesmo e dentro de alguns dias todos os ídolos pagãos na ilha deles foram destruídos, resultando na conversão do povo ao cristianismo.
A misericórdia que será alcançada pelos misericordiosos segundo nosso texto, não é necessariamente a misericórdia que os outros demonstram para conosco em retribuição àquela que estendemos a eles. Com freqüência, as "ternas misericórdias" dos outros são na verdade "cruéis". Prov. 12:10. Assim, uma tradução melhor de nosso verso provavelmente seja: "Felizes são os que têm misericórdia dos outros; Deus terá misericórdia deles."
Esse é o tipo de favor imerecido de que todos nós precisamos; em certo sentido, somos "inimigos" de Deus (Rom. 5:10), e Ele tem misericórdia de nós na mesma medida em que revelamos misericórdia ao nosso próximo. Esse é o mesmo princípio do perdão: Deus nos perdoa os erros assim como nós perdoamos os erros dos nossos semelhantes (ver S. Mat. 6:12). Os cristãos de Huahiné aprenderam e posteriormente praticaram esse princípio.
Liberdade da Prisão Espiritual
Estava... preso e fostes ver-Me. ... Em verdade vos afirmo que sempre que o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes. S. Mat. 25:36 e 40.
Em seu livro Just for Today (Por Hoje Só), James Keller conta como numa tarde de janeiro de 1951, Sakuichi Yamada, uma garota japonesa cristã, aproximou-se do superintendente da penitenciária numa das menores cidades do Japão. Entregou-lhe um pacotinho que trazia o endereço dela como remetente, e pediu que ele o entregasse a um certo criminoso condenado. Depois saiu em silêncio.
O pacote continha livros cristãos e uma confortadora carta da garota. A carta concluía com estas palavras: "Aos olhos de Deus, um criminoso é Seu filho." E a assinatura era, simplesmente: "Uma estudante." O superintendente da prisão entregou o pacote a um assassino que tinha sido condenado à execução por ter eliminado uma família de três pessoas. Quando o sentenciado leu os livros e a carta, foi profundamente tocado e escreveu para Yamada. Confessou-se como um endurecido criminoso e reconheceu que tinha medo de morrer, mas que desde a leitura dos livros e da carta seu temor havia diminuído notavelmente. Concluiu a carta dizendo: "Quão grande é a misericórdia de Deus para comigo, este pecador. ... Que Deus a abençoe."
Raabe
Dentre os que me conhecem, farei menção de Raabe. ... O Senhor, ao registrar os povos, dirá: Este nasceu lá. Sal. 87:4 e 6.
Raabe foi a prostituta de Jericó que escondeu os dois espias. Conforme a tradição judaica, ela se casou com um deles depois da queda da cidade. Se isso é verdade, o nome dele era Salmon (ver S. Mat. 1:5).
Dizem que a prostituição é a mais antiga profissão do mundo. Mas isso não a torna uma ocupação honrosa. A maioria das pessoas a considera uma destruidora do tecido moral da família e da sociedade.
Como é que começa a prostituição? Estudos sociológicos revelam que a grande maioria das meninas que se tornam prostitutas foram iniciadas em sua carreira ainda crianças, por homens que eram seus parentes próximos e abusavam delas - tios, irmãos, pais e até avôs! Calcula-se que 75 por cento das prostitutas foram vítimas desses abusos na infância.
É difícil imaginar que Deus tenha tido alguma coisa a ver com uma casa de má fama, ou que tivesse cooperado com Seu povo que usou um desses estabelecimentos como esconderijo. Mas isso não é tudo. Além de ser prostituta, Raabe era mentirosa. Disse que não sabia para onde os espias tinham ido ao saírem de sua casa, quando ela mesma os havia escondido no teto da casa (ver Jos. 2:4-6).
Aqui vem a surpresa. Ao contrário de seus compatriotas, ela reconheceu Jeová como "Deus em cima nos céus e embaixo na terra" (verso 11). E a maior de todas as surpresas: através da descendência dessa ex-meretriz, veio o Filho unigênito de Deus (S. Mat. 1:1-16)!
Se, mesmo não desculpando o pecado, Deus leva em conta as circunstâncias que moldaram a vida de uma pessoa, deveríamos nós ser menos compassivos ao julgar os outros? Quão gratos podemos ser porque, no dia do final ajuste de contas, um misericordioso Pai celeste leva em consideração o fato de que "este [ou esta] nasceu lá"! Em Jericó, talvez?
terça-feira, 27 de julho de 2010
Medo de Cair
| Medo de Cair |
Ora, Aquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da Sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. S. Judas 24 e 25.Aninhado num penhasco de cem metros de altura, em Portugal, encontra-se um velho mosteiro. Em 1946, meus pais visitaram aquela impressionante estrutura enquanto esperavam vistos de entrada para Moçambique, então uma colônia portuguesa. Para chegar ao topo, mamãe e papai tiveram de ser amarrados a uma grande cesta de vime. Vários monges os içaram por uma roldana e uma corda presa à cesta.Conta-se que uma vez um turista, tendo-se acomodado confortavelmente na tal cesta para o precário passeio, perguntou a um dos monges com que freqüência a corda era substituída. "Toda vez que ela se rompe", respondeu o monge. Se nossa vida depende de algo ou de alguém, queremos ter a certeza de que essa pessoa ou coisa não nos vai deixar "cair" num momento crítico. Assim é a nossa natureza. Nada de origem humana poderá manter-nos em pé para sempre. Mas no âmbito espiritual há Um que pode, se Lho permitirmos. A promessa é segura: "O Deus eterno é a tua habitação, e por baixo de ti estende os braços eternos." Deut. 33:27. |
Beleza e Cegueira
Beleza e Cegueira
Porque Deus que disse: De trevas resplandecerá luz - Ele mesmo resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. II Cor. 4:6.
Donald Grey Barnhouse, em seu livro Let Me Illustrate (Permita-me Ilustrar), página 156, relata um incidente que lança luz sobre o nosso texto.Um jovem oficial ficou cego, aparentemente em uma das guerras mundiais. Enquanto convalescia, foi cuidado por uma enfermeira pela qual se apaixonou e com quem se casou mais tarde. Certo dia, ouviu por acaso uma conversa a respeito dele e de sua esposa. O cruel comentário foi mais ou menos assim: "Sorte dela que ele é cego. Ele provavelmente não teria casado com uma mulher tão feia, se tivesse visão perfeita.
Caminhando na direção daquelas vozes, ele disse: "Ouvi por acaso o que vocês disseram e agradeço a Deus, do fundo de meu coração, a cegueira que tenho; caso contrário, eu poderia ter deixado de ver o maravilhoso valor da alma dessa mulher que é minha esposa. Ela possui o mais nobre caráter que já conheci. Se as feições do rosto dela são tais que poderiam ter mascarado a sua beleza interior, então eu sou o maior ganhador por ter perdido a visão!".
Esperança Para Cegos e Surdos-Mudos
Naquele dia os surdos ouvirão as palavras do livro, e os cegos, livres já da escuridão e das trevas, as verão. Os mansos terão regozijo sobre regozijo no Senhor, e os pobres entre os homens se alegrarão no Santo de Israel. Isa. 29:18 e 19.
No livro There Are Sermons in Stories (Há Sermões em Histórias), escrito por William L. Stidger, o autor conta acerca da primeira vez que ele viu Helen Keller; fora numa palestra dela. Anteriormente Helen havia aprendido a falar audivelmente; assim, apesar de muda e completamente cega, ela proferiu uma palestra. No encerramento, houve estrondosos aplausos e Helen começou a bater palmas também, com alegre exuberância.
Era evidente que, de alguma forma, Helen havia percebido o entusiasmo do auditório. Assim, depois de os aplausos terem cessado, o presidente da reunião perguntou-lhe, por intermédio de Ann Sullivan que sempre a acompanhava, como ela fora capaz de sentir os aplausos, sendo que não podia ver nem ouvir.
"Através das vibrações nos meus pés", explicou Helen.
Alguém então lhe perguntou qual era seu livro preferido, e Helen bradou com exultação: "A Bíblia! É o livro mais maravilhoso do mundo!"
E quando perguntada por que a Bíblia significava tanto para ela, Helen respondeu: "É porque, em minhas trevas, a Bíblia me faz ver a Grande Luz!"
Em Isaías 9:2, o profeta diz que "o povo que está andando na escuridão verá uma grande Luz. Essa Luz vai brilhar e iluminar todos os que vivem na região da sombra da morte". A Bíblia Viva. A escuridão da qual Isaías fala é a escuridão espiritual, e a grande Luz não é outra senão Jesus, que Se declarou a Luz do mundo (ver S. João 9:5).
É nosso privilégio refletir a Luz do mundo, não importa qual seja nossa área de atuação. Ao partilharmos a Luz do Livro com aqueles que caminham nas trevas, quer em países estrangeiros quer em nossa pátria, minha esposa e eu nunca deixamos de emocionar-nos ao ver a luz da alegria no rosto de novos conversos. Você também pode sentir essa emoção!
Luzes Alinhadas
Ensina-me a fazer a Tua vontade, pois Tu és o meu Deus: guie-me o Teu bom Espírito por terreno plano. Sal. 143:10.
Em uma noite escura e sem estrelas, há muitos anos, o Dr. F. B. Meyer atravessava o Canal de S. Jorge, no País de Gales, quando começou a imaginar como é que uma embarcação viajando numa noite como aquela poderia chegar ao porto sem perder-se. O comandante estava ali por perto, de modo que o Dr. Meyer lhe fez a pergunta.
- O senhor vê aquelas três luzes? - perguntou o comandante.
- Sim - respondeu o Dr. Meyer.
- Bem, o piloto precisa manobrar o navio até que aquelas três luzes pareçam ser uma só. Quando isso acontecer, saberemos a posição exata da entrada do porto.
Algo semelhante acontece no âmbito espiritual. Quando pedimos que Deus responda às orações, três coisas precisam estar "alinhadas": (1) Está a nossa oração em harmonia com a vontade de Deus revelada em Sua Palavra? (2) A resposta à nossa oração trará glória a Deus? (3) Estamos dispostos a esperar que Deus nos responda no momento certo e da maneira apropriada, segundo a Sua onisciência? Quando essas três "luzes-guia" estiverem alinhadas, poderemos descansar na certeza de que nossas orações serão sempre atendidas para o nosso bem eterno.
A Bíblia fala daqueles que oram "mal" (S. Tiago 4:3). Recentemente, li acerca de um incidente que ilustra esse fato. Um pastor jovem, solteiro, estivera orando para que Deus lhe enviasse a esposa perfeita, quando leu um artigo escrito por uma mulher, numa revista para cristãos solitários. Mil pensamentos começaram a rodopiar na mente do jovem pastor. A autora parecia encaixar-se perfeitamente dentro do ideal dele. Resolveu escrever uma carta ao redator da revista, declarando que ele tinha certeza de que a autora do artigo era a resposta de Deus às suas orações, e pedindo o endereço dela. Você pode imaginar a surpresa e consternação dele quando o redator respondeu informando que aquela mulher já era casada!
Esse jovem pastor era aparentemente sincero. Mas, sincero ou não, ele deixou de seguir as diretrizes da oração eficaz. Não é de admirar que Deus não tenha atendido sua oração. Quando você e eu pedimos que Deus nos responda às orações, precisamos ter a certeza de que estamos alinhados com Suas três luzes orientadoras (antes de nos lançarmos em um curso de ação insensato).
Apanhado o Verdadeiro Rebelde
Apanhado o Verdadeiro Rebelde
Exaltado seja o Deus de minha salvação! o Deus que por mim tomou vingança...; o Deus que me livrou dos meus inimigos; sim, Tu que me exaltaste acima dos meus adversários, e me livraste do homem violento. Sal. 18:46-48.
Na segunda metade do século dezesseis, na Escócia, John Welsh (ou Welsche), pregador e genro do reformador escocês John Knox, foi perseguido implacavelmente por aqueles que desejavam tirar-lhe a vida. Durante longo tempo ele conseguiu escapar de seus perseguidores, mas por fim parecia não haver lugar seguro onde esconder-se. Ele orou e creu que Deus lhe mostraria um plano para despistar os inimigos.Naquela noite, Welsh bateu à porta de um homem bem conhecido por sua feroz oposição aos assim-chamados "pregadores do campo", um homem que procurara prender Welsh mas nunca o havia encontrado. Não reconhecido pelo dono da casa, Welsh foi recebido com bondade. Durante a noite, a conversa chegou ao odiado Welsh. O anfitrião queixou-se amargamente de não ter conseguido capturar esse homem que ele considerava um rebelde e agente de Satanás.
- Fui encarregado - disse Welsh - de capturar essas pessoas. Eu sei onde Welsh vai pregar amanhã. Se o senhor quiser, posso colocá-lo em suas mãos.
- Nada me daria mais prazer - disse o dono da casa.
No dia seguinte, Welsh e seu anfitrião caminharam até o lugar onde os fiéis haviam combinado reunir-se. Welsh convidou seu anfitrião a sentar-se na única cadeira disponível - uma cadeira que Welsh havia providenciado especialmente para ele. Então começou a pregar acerca do amor de Deus pelos pecadores. Falou com um poder tão persuasivo e tocante, que o coração de seu inimigo se comoveu.
No encerramento da reunião, Welsh disse:
- Senhor, eu sou Welsh. Leve-me e prenda-me, e faça o que bem quiser.
Seu ex-inimigo, agora amigo e converso, recusou!
"Quando, com fé, lançarmos mão de Sua força, Ele mudará, mudará maravilhosamente, a mais desesperançada e desanimadora das perspectivas. Ele o fará para a glória de Seu nome. Deus pede aos Seus fiéis, aos que nEle crêem, que falem de ânimo aos incrédulos e desesperançados." - Serviço Cristão, pág. 234.
Essas palavras devem encorajar-nos quando as perspectivas parecem sombrias.
Os Julgamentos Humanos São Falíveis
Os Julgamentos Humanos São Falíveis
Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida com que tiverdes medido vos medirão também. S. Mat. 7:1 e 2.
A Bíblia Viva traduz a primeira parte desse texto da seguinte maneira: "Não critiquem, e assim vocês não serão criticados!" Em geral isso pode ser verdade, mas há exceções. Algumas pessoas que nunca condescendem com a crítica aos outros, são criticadas pelos outros assim mesmo. A Bíblia na Linguagem de Hoje diz: "Não julguem os outros para não serem julgados por Deus". Isso está mais próximo da verdade, mas acho que a Edição Revista e Atualizada tem o melhor texto.Um dos casos mais incríveis de julgamento errado de que já ouvi falar, foi feito por Honoré de Balzac, o prolífico romancista francês. Além de escrever romances, ele se considerava um perito em grafologia - o estudo (não, não é ciência) de textos escritos à mão para determinar o caráter e a personalidade de uma pessoa.
Certo dia, uma senhora levou ao grande escritor um caderno que continha uns rabiscos infantis. Pediu que ele os analisasse.
Depois de esquadrinhar cuidadosamente o texto, o culto homem concluiu que a criança era mentalmente retardada; mas ele quis ser diplomático e perguntou:
- A senhora é a mãe da criança?
- Não, eu não tenho laço nenhum de parentesco com ele - respondeu a senhora.
- Ótimo.
A testa de Balzac enrugou-se. Ele perguntava a si mesmo: "Como posso ser bondoso e ainda assim contar a verdade?" A franqueza venceu.
- A escrita dessa criança dá todos os indícios de imbecilidade. Temo que o menino nunca se torne grande coisa na vida, se é que vai ser alguém.
- Mas, senhor - protestou a mulher - esses rabiscos são seus. O senhor não reconhece a letra? Esse caderno foi seu, quando freqüentava a escola de Vendôme.
Balzac evidentemente não conseguiu reconhecer a própria letra!
Tenho visto grafólogos fazerem fascinantes e espertas "adivinhações" - e acertarem. Mas também já tive oportunidade de ver erros deles.
Os julgamentos humanos são falíveis e isso é especialmente verdade no que se refere aos motivos. Só Deus pode ler o coração; você e eu não podemos (ver I Sam. 16:7). Não é surpreendente, portanto, que condenemos a nós mesmos quando julgamos os outros em questões nas quais não somos competentes.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Hábito de Explodir
Hábito de Explodir
Conta-se a história de um monge que tinha o hábito de explodir em acessos de fúria e culpar seus companheiros quando as coisas davam errado. Decidiu afastar-se da causa de seus problemas e foi para um mosteiro do deserto, onde praticamente não tinha contato com outros seres humanos.
Certa manhã, após instalar-se em sua nova morada, esbarrou acidentalmente no cântaro de água e lhe derramou o conteúdo. Ficou enfurecido, mas não havia ninguém por perto a quem culpar. Encheu novamente o cântaro. Pouco tempo depois, o mesmo fato se repetiu. Num ímpeto de ira, arremessou o cântaro ao chão, fazendo-o em pedacinhos.
Depois de acalmar-se, começou a refletir e chegou à conclusão de que seu mau humor era problema dele mesmo, e não dos outros.
Como Lidar com a Injustiça
Como Lidar com a Injustiça
Não te indignes por causa dos malfeitores, ... pois eles dentro em breve definharão como a relva, e murcharão como a erva verde. Confia no Senhor, e faze o bem. Sal. 37:1-3.
Alguns anos atrás, na África, um grupo de habitantes de certa região estava atravessando uma estrada quando um deles foi atropelado por um carro e morreu. O motorista fugiu em disparada. Os sobreviventes saíram em sua perseguição mas não conseguiram alcançá-lo.Retornando à cena do acidente, o enlutado grupo expressou o seu pesar, a sua raiva e frustração com altos brados e gesticulações selvagens. Em vez de continuar a jornada, iniciaram uma vigília junto ao corpo de seu falecido companheiro.
Mais tarde, naquele dia, o motorista culpado retornou pelo mesmo caminho. Reconhecendo-lhe o carro, os lamentadores jogaram pedras contra o veículo, e com boa pontaria. Desta vez o criminoso teve de parar. O pára-brisa ficou tão estilhaçado, que impossibilitava a visão da estrada. Os vigilantes, então, passaram a quebrar as janelas do carro. Felizmente o motorista conseguiu trancar as portas; caso contrário, teria sido despedaçado.
Quem eram os vingadores? Um bando de macacos babuínos!
Embora alguns possam argumentar que a vida de um babuíno não pode ser comparada com a vida de um ser humano, quem pode negar que - sob a ótica de um babuíno, pelo menos - o motorista fujão não tenha recebido o castigo que bem merecia?
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